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Espargos

Este artigo faz parte do Glossário de Alimentos de A a Z.

Os espargos geram discórdia entre miúdos e graúdos. O seu aspeto diferente assusta quem tenta cozinhá-los. Mas este alimento tem um perfil nutricional que em nada assusta: tem quantidades apreciáveis de caroteno, folatos e ainda potássio. Destaca-se ainda o seu teor em vitamina K- conhecida como vitamina da coagulação. Por ser uma vitamina lipossolúvel, a sua absorção é aumentada pela gordura da dieta. Já em menor quantidade, apresenta vitamina A (também ela lipossolúvel) e fósforo.

Os espargos verdes são os mais comuns nos mercados, mas existem também espargos brancos, geralmente encontrados com maior facilidade em conservas. O sabor destes últimos é mais delicado, motivo pelo qual têm conquistado até os mais céticos. Infelizmente, em Portugal, os espargos não são o alimento mais acessível do mercado, especialmente os frescos.

Curiosidade: Os espargos brancos são cultivados de forma a que não se desenvolva o seu pigmento verde – a clorofila. Para que isto seja possível, o espargo é coberto com terra e com um plástico durante todo o seu crescimento até à colheita.

A partir de que idade pode oferecer: + 6 meses ou quando o bebé já tiver todos os sinais de prontidão. No entanto, quando servido “inteiro”, a sua forma pode dificultar a pega do bebé, especialmente se for muito fino. Os cortes em pedaços menores só podem ser feitos a partir do momento em que o bebé consiga fazer pinça fina. Deve-se sublinhar que apenas se devem dar espargos frescos nesta fase. As opções enlatadas ou em frasco são desaconselhadas.

Pode causar alergia: Não é frequente. Foram reportados apenas alguns casos de alergia aos espargos. Aparecem (com baixa frequência também) alguns casos de dermatite alérgica de contacto com espargos.

Representa risco de engasgo: Baixo risco, embora o caule dos espargos (por serem mais duros e redondos) possa representar risco de engasgo. Ofereça apenas a ponta dos espargos cozida ou corte os espargos ao meio na vertical se oferecer uma parte do caule.

Veja mais sobre os cortes e texturas dos alimentos neste artigo.

Como oferecer espargos

O caule dos espargos, geralmente, são mais duros e muitas vezes fibrosa. O ideal é remover esta parte, reservá-la e usá-la em sopas, ou na refeição do resto da família por exemplo.

BLW:

Os espargos podem ser servidos amassados ou na sua forma inteira se o bebé os conseguir segurar com o punho. Veja como em baixo.

Os espargos podem ser cozido e, de seguida, esmagado com um garfo. Depois pode servir numa colher como a colher da NumNum. Pode ainda tentar servi-lo na forma inteira. Para isso, corte a cabeça do espargo num tamanho suficiente que o bebé consiga agarrar com a mão e ainda ficar com uma parte do espargo de fora. Se usar uma parte do caule, corte o espargo ao meio na vertical para retirar o formato do caule, que por ser redondo e firme pode representar risco de engasgo.

Uma maneira de variar os sabores e até mesmo a textura é, depois de cozidos, saltear os espargos. Não se fique apenas pela cozedura simples dos vegetais. Experimente outras técnicas e especiarias para modificar sabores e texturas. 

Quando o bebé começar a fazer a pinça fina, pode reduzir o tamanho e oferecer o espargo em pedaços pequenas. Se oferecer o caule, garanta sempre que corta na vertical para retirar o formato redondo. Garanta também que está bem cozido e não tem fibras.

Introdução convencional: 

Para fazer uma papa cozinhe os espargos e triture com uma varinha mágica. Se ficar com uma textura demasiado pastosa e ainda tiver alguma água restante da sua cozedura, adicione até obter a consistência desejada. Pode igualmente adicionar leite materno em vez da água. Como foi referido, adicionar os espargos às sopas também é uma opção perfeitamente válida.

Lembre-se de evoluir a textura dos purés: comece por deixar alguns pedaços (pequenos) por amassar, vá deixando cada vez mais pedaços até oferecer a abóbora cozida em pedaços pequenos (ideal quando o bebé começa a fazer a pinça fina)

Escrito por:

Raquel Gomes, estudante de nutrição na Universidade do Porto e autora da página de Instagram Sem Papas e Bolos. Divide o tempo livre entre redação de artigos, criação de posts informativos e formações na área da nutrição. Adora ciência e comunicá-la é uma das suas paixões.

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