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Tudo sobre a introdução alimentar complementar

A alimentação complementar, ou diversificação alimentar, corresponde ao período em que o bebé deixa de beber apenas leite materno ou fórmula, e é introduzido a alimentos diversificados e de forma complementar ao leite materno ou fórmula.

Começar a comer é um marco muito importante no desenvolvimento do bebé. É também um momento muito especial e muito esperado pela maior parte dos pais. É muito importante seguir alguns passos e ter alguns cuidados para garantir que corre bem, uma vez que a forma como introduzimos a alimentação complementar e as refeições ao bebé vai ditar, em parte, a relação do bebé com a comida daí para a frente

Apesar de ser muito desejado, este período gera sempre alguma ansiedade e muitas, muitas dúvidas: o que oferecer? Quando oferecer? Quantas refeições é que o bebé deve comer por dia? Estou a oferecer comida suficiente? Dar papas ou fazer baby lead weaning (BLW)? Se fizer BLW, há risco do bebé engasgar? 

Porque sabemos os desafios por trás da diversificação alimentar e porque sabemos que, assim como em tudo na maternidade, há muita gente a opinar coisas diferentes, criamos este guia que reúne os principais tópicos sobre a introdução de alimentos sólidos ao bebé com base nas recomendações da OMS, DGS, American Academy of Pediatrics e Health Canada.

É assim que este guia está organizado:

Este guia é feito com o intuito de oferecer informação adicional àquela que é dada pela/o pediatra. Nunca deve iniciar a introdução da alimentação complementar do seu bebé sem falar com o médico. 

Antes de começar

Primeiro, bem-vinda ou bem-vindo a este mundo maravilhoso de alimentar o seu filho! Vê-los conhecer, explorar os alimentos e entrar nessa jornada sensorial com eles é muito especial. É muito bom ver como podemos ter impacto na forma como os nossos filhos se relacionam com a comida mesmo em adultos.

É importante começar cedo a introduzir alimentos diversificados, oferecer alimentos o mais naturais possível (vegetais, frutas, verduras, cereais, grãos, leguminosas, proteína animal), não enviesar o gosto dos nossos filhos pelo nosso gosto – esta é uma ótima oportunidade para nós mesmos descobrimos novos alimentos – e não desistir nunca!

Há duas coisas fundamentais a reter quando estamos a começar a introdução da alimentação complementar: a primeira é que se deve evitar gerar expectativas em relação ao processo em si. O seu filho pode adorar explorar os alimentos e levá-los à boca logo desde o início, ou pode não ter interesse nenhum e não querer sequer ficar sentado na cadeira da papa. Pode comer bem numa refeição e depois não querer comer nada na seguinte. A segunda é fazer o melhor para a família e a sua rotina. Hoje em dia as pessoas têm opiniões muito fortes sobre as coisas, principalmente nas redes sociais. Mas lembre-se sempre que está a fazer o melhor pelo seu bebé, não importa o que isso seja. 

Lembro-me que quando começamos, tinha muitas expectativas sobre o baby-led weaning (BLW). Li muito, vi vídeos, segui perfis no Instagram e fiz workshops. Mas o BLW exclusivo não se adequou à nossa rotina por várias razões, entre elas o fato da minha mãe, a pessoa que ia ficar a maior parte do tempo com a minha filha, ter medo de dar alimentos inteiros. Então fizemos uma mistura dos dois: se dava uma sopa de brócolos também oferecia um florete cozido ao lado, ou fazia BLW ao pequeno-almoço e lanche com frutas e as refeições principais eram com papas ou sopas. Fui sim, reduzindo as papas e aumentando os alimentos inteiros até aos 9 meses. Nessa altura, as papas ficaram para o lanche e a Madalena já comia o mesmo que nós às refeições (com algumas adaptações, claro!). 

Quando começar a introdução alimentar?

Muita coisa tem mudado no que diz respeito à introdução alimentar nos últimos anos. Atualmente, a OMS, assim como vários outros organismos*, recomendam que a introdução da alimentação complementar seja feita a partir dos 6 meses de idade

Mas por que é que a idade para a introdução alimentar mudou?

O leite materno, ou fórmula, deve ser o alimento exclusivo até aos seis meses. Até aos seis meses, o leite oferece todos os nutrientes e minerais necessários ao desenvolvimento do bebé. 

É apenas a partir dos 6 meses que um bebé está pronto, em termos de desenvolvimento, para outros alimentos. Além disso, por volta dos 6 meses de idade, as necessidades nutricionais e energéticas do bebé começam a exceder o que é fornecido pelo leite materno* (nomeadamente em termos de zinco, ferro e outras vitaminas), e passa a ser necessário adicionar outros alimentos à dieta do bebé para atender a essas necessidades. 

É importante notar que até aos 12 meses, os alimentos são oferecidos apenas de forma complementar. O leite materno continua a ser o principal alimento e deve ser oferecido em livre demanda.

Sinais de prontidão

Os sinais de prontidão referem-se a marcos no desenvolvimento do bebé que permitem que ela ou ele já esteja pronto para começar a comer, ou pelo menos explorar os alimentos complementares. Quando o bebé reunir estes cinco sinais e tiver completado os seis meses, então chegou a hora de começar a diversificação alimentar. Os sinais de prontidão são os seguintes:

  • O bebé consegue sentar sem apoio
  • O bebé consegue segurar o pescoço (a cabeça não cai para a frente)
  • O bebé tem uma boa coordenação olhos-mãos-boca. Significa que ele vê um objecto, consegue agarrá-lo com a mão e levá-lo à boca.
  • O bebé tem o reflexo de protusão da língua diminuído
  • O bebé mostra interesse pela comida dos adultos

É muito raro um bebé demonstrar os três primeiros sinais de prontidão antes dos seis meses, mas se for esse o vosso caso, é importante esperar mesmo assim pelos seis meses porque é a partir dessa idade que eles estão prontos fisiologicamente para comer. O sistema digestivo do bebé não está preparado para processar alimentos até por volta dos 6 meses.

Dica: Se o seu bebé mostrar sinais de prontidão antes dos 6 meses, comece a sentá-lo na cadeira da papa durante as vossas refeições para ele começar a participar desde cedo nas refeições da família. Pode lhe dar brinquedos para ele se entreter enquanto a família come. 

Fases da introdução alimentar

0-6 meses

Até aos seis meses, o bebé deve ser alimentado exclusivamente com leite materno em livre demanda ou com fórmula (ou um misto dos dois).

Se o bebé não estiver a ganhar peso ou estiver com baixo ganho de peso em leite materno e quer continuar a amamentar, fale com o médico sobre a possibilidade de continuar a amamentar exclusivamente através da extração do leite materno com sistema de nutrição suplementar. Outra opção é fazer o enriquecimento do leite materno. Fale com o médico sobre essa possibilidade.

6-9 meses

O bebé deve fazer 2 a 3 refeições por dia e nesta fase ainda come quantidades muito pequenas. Durante esta fase de diversificação alimentar, o bebé deve ser introduzido a novos alimentos gradualmente e deve dar prioridade a alimentos ricos em ferro.

Ver a lista de alimentos ricos em ferro.

Esta fase é maioritariamente de exploração e descoberta então é importante tentar oferecer os alimentos com o mínimo de confecção principalmente no início (puré de cenoura com coentros e puré de brócolos em vez de sopa de cenoura com cebola, brócolos e coentros). Se estiver a fazer baby-led weaning (BLW), ou uma combinação dos dois, ofereça um florete de brócolos cozido em vez de croquetes de brócolos por exemplo.

Também é importante entender que os bebés não começam logo a comer. Antes de comer para se alimentar os bebés comem por curiosidade. Alguns bebés levam logo os alimentos à boca, outros levam mais tempo. Então dê tempo ao bebé. Em baixo falamos também de alguns erros na introdução da alimentação complementar que podem justificar o bebé não querer comer.

Nesta fase, o bebé ainda não desenvolveu o movimento de pinça, então é importante oferecer alimentos em cortes ou tamanhos grandes para que o bebé consiga agarrar com a mão inteira. É normal que o bebé esmague a maior parte dos alimentos. Também não consegue levar os talheres à boca. É tudo normal e é importante que os pais permitam que isto aconteça. Deixem o bebé esmagar os vegetais e as frutas, falhar quando leva os alimentos à boca, pôr a mão na papa, porque tudo faz parte da exploração sensorial. O bebé usa todos o sentidos para comer: É através das mãos, olhos e boca que eles descobrem os alimentos e as suas texturas.

Também é importante disponibilizar uma colher ou algum talher (falamos de talheres neste post), uma colher no início, para o bebé habituar-se aos talheres e mais para a frente conseguir usá-los corretamente.

Aos 8 meses, a maior parte dos bebés também pode comer petiscos ou snacks (saudáveis, sem açúcar, sem sal, sem aditivos e apropriados para bebés) entre as refeições. O melhor snack ou lanche é fruta ou fruta com alguma coisa, mas pode fazer alimentos confeccionados como panquecas de banana por exemplo.

9-12 meses

A partir dos 9 meses o bebé já deve comer 3 a 4 refeições por dia. Nesta fase o bebé já desenvolveu ou está a desenvolver o movimento pinça, então consegue pegar pedaços mais pequenos. Nesta fase deve começar a cortar alguns alimentos de forma diferente. Por exemplo, a cenoura cozida pode ser oferecida em pedaços pequeninos (que não representem risco de asfixia) em vez de ser oferecida em palitos.

Corte das frutas (banana, framboesas e mirtilos) após bebé conseguir fazer a pinça

A partir dos 9 meses já se pode começar a oferecer alimentos mais confeccionados e idealmente num tamanho que o bebé possa agarrar – as finger foods. Temos várias receitas de snacks e petiscos no blog: panquecas de banana, panquecas de maçã sem ovo, croquetes de brócolos, pataniscas de espinafres, mas um ótimo petisco ou snack nesta fase são frutas.

entre os 9 e os 12 meses a maior parte dos bebés já pode (e deve!) comer tudo o que a família come*, só é preciso fazer alguns ajustes como por exemplo não incluir sal ou oferecer ao bebé a comida numa consistência um pouco diferente dos adultos ou crianças mais velhos (por exemplo, o grão de bico ligeiramente esmagado com o garfo).

Erros durante a introdução alimentar 

Algumas coisas podem tornar a introdução da alimentação complementar mais difícil e estressante. Outras não devem ser feitas por questões de segurança. Deixamos aqui uma lista:

Não dar a refeição se o bebé estiver com fome: parece contra-intuitivo mas no início da introdução da alimentação complementar, o bebé está mais interessado em explorar e os alimentos não vão realmente servir para nutri-lo (lembre-se que os alimentos sólidos são apenas complementares ao leite materno). Se puser o bebé na cadeira com fome, é muito provável que ele fique irritado e frustrado e recuse qualquer comida porque ele quer mamar. Na fase inicial, o ideal é oferecer alimentos mais ou menos meia hora e 45 minutos depois do bebé ter mamado.

Não dar a refeição se o bebé estiver com sono: perdeu a hora e o bebé começou a esfregar os olhos e parece estar cheio de sono? Não vale a pena forçar. Assim como quando tem fome, sentar o bebé para comer com sono só vai gerar stress.

Não forçar comida: É muito comum os pais frustrarem-se quando os bebés (e mesmo as crianças) não querem comer. Tinham grandes expectativas, mas o bebé não quer comer por nada. Recusa as papas, cospe. É normal! No início alguns bebés não estão sequer interessados nos alimentos. Outros ainda fazem o mesmo movimento com a língua que usam para mamar (que é o oposto de engolir) e por isso cospem a comida. Ou então comem uma ou duas colheres e depois perdem o interesse. É importante respeitar o tempo do bebé e nunca forçar comida. Mais importante ainda é nunca desistir de oferecer um alimento. Se o bebé recusou cenoura ao almoço, ofereça novamente ao jantar ou então espere um ou dois dias e tente oferecer novamente.

Se desconfia que o bebé não está a comer porque pode estar doente ou ter algum problema, contacta a/o pediatra.

Não deixar o bebé comer sem vigilância: os bebés ou mesmo as crianças pequenas podem engasgar, por isso é muito importante que esteja sempre alguém com o bebé enquanto ele come.

Evitar dar comida ao bebé fora das refeições da família: Sabemos que às vezes é difícil porque a mãe ou o pai chegam tarde durante a semana. Mas é muito importante pelo menos tentar. Se incluir a bebé ao jantar é impossível, então fazer sempre o pequeno-almoço com ela ou todas as refeições aos fins-de-semana, por exemplo. Os bebés aprendem tudo por observação. Ver-nos a comer é muito importante para eles aprenderem a comer também.

Que alimentos oferecer 

Atualmente, a recomendação é oferecer quase todos os alimentos desde cedo (há algumas exceções como lacticínios, sal, açúcar, alimentos processados, entre outros). E a não ser que seja recomendado o contrário pelo pediatra, não é preciso esperar nenhum dia entre a introdução de dois alimentos, a não ser alimentos que possam causar alergia. Devem haver alguns cuidados na introdução alimentar se o bebé teve histórico de eczema, asma, alergia alimentar, se houver historial de alergias na família e nesses casos, todo o processo de introdução da alimentação complementar deve ser discutido com o pediatra.

Se for fazer a introdução da alimentação complementar com papas, pode começar a oferecer uma papa de um ingrediente para o bebé ir conhecendo o gosto dos alimentos e depois ir alternando entre papas com vários ingredientes e papas de um só ingrediente.

É muito importante que o bebé seja exposto ao maior número de alimentos possível no primeiro ano de vida. Oferecer uma alimentação diversificada é fundamental não só em termos nutricionais mas para o bebé desenvolver o seu gosto pelos alimentos.

Se for fazer a introdução com baby-led weaning (BLW) ou uma combinação dos dois, comece por oferecer apenas um alimento de cada vez, depois passa para dois ou três alimentos. É importante oferecer alimentos de diferentes cores e texturas. Para evitar engasgos, certifique-se de que tudo que dá ao seu bebé seja macio, fácil de engolir e cortado em pedaços adequados.

A textura dos alimentos

Se fizer a introdução da alimentação complementar com baby-led weaning, esta parte não se aplica.

No entanto, se fizer a diversificação alimentar com papas e sopas, a OMS recomenda que se comece a introduzir textura à comida do bebé gradualmente*. Pode por exemplo, passar de papa de batata doce triturada, para batata doce cozida e esmagada com o garfo, depois para batata doce cozida e esmagada com alguns pedaços inteiros e por fim oferecer a batata doce cortada em pedaços.

Há evidência sugestiva de uma “janela crítica” para a introdução de alimentos sólidos irregulares (que obriguem o bebé a mastigar): se até aos 10 meses de idade o bebé não tiver praticado a mastigação porque só consome papas trituradas, pode aumentar o risco de dificuldades alimentares mais tarde* e até de fala.

Que alimentos não oferecer antes dos 12 meses

Alguns alimentos estão proibidos até aos 12 meses, outros apenas estão proibidos em determinados cortes. Outros ainda, só podem ser introduzidos depois dos 2 anos ou mais.

Antes dos 12 meses os bebés não podem comer:
  • Sal
  • Caldos industrializados tipo Knorr
  • Leite de vaca
  • Mel – não oferecer antes dos 2 anos
  • Açúcar – não deve ser oferecido antes dos 2 anos – Porque não oferecer açúcar
  • Passas, tâmaras e outros frutos secos
  • Pimentas, malaguetas e caril
  • Sumo natural de fruta
  • Enchidos, salsichas e fiambres
  • Carne, peixe, ovos ou marisco mal cozidos ou crus
  • Pedaços grandes de carne que podem soltar-se na boca do bebé – risco de asfixia
  • Cenoura crua – risco de asfixia
  • Maçã crua – risco de asfixia
  • Pêra crua que não esteja muito madura
  • Amêndoas, amendoins, nozes ou outros frutos secos inteiros – risco de asfixia; não oferecer inteiros antes dos 5 anos
  • Pipocas – não oferecer antes dos 4 anos por risco de asfixia
  • Bolachas industrializadas – por terem açúcar ou aditivos
  • Papas industrializadas – por terem quantidades elevadas de açúcar e/ou aditivos
Cortes de frutas e vegetais:
  • Uvas inteiras – As uvas nunca devem ser consumidas inteiras. Devem ser oferecidas cortadas ao comprido e em 4 pedaços ou mais até pelo menos 5 anos**
  • Tomates cherry e chucha inteiros – O mesmo que com as uvas. Devem ser oferecidos cortados ao comprido e em 4 ou mesmo 8 pedaços até pelo menos o bebé ter 5 anos**
  • Morangos inteiros – devem ser oferecidos cortados em 4 ou 8 pedaços se forem grandes
  • Mirtilos – oferecer esmagados com o dedo ou cortados ao meio ou mais

Todos os alimentos de formato redondos representam risco elevado de asfixia e devem ser cortados de forma apropriada.

**Fonte: American Academy of Pediatrics

Uma nota sobre alergias alimentares:

Estudos têm demonstrado que oferecer alimentos que podem causar alergia alimentar cedo, reduz o risco da criança desenvolver alergias mais para a frente. Então a recomendação atual para a maior parte dos bebés saudáveis e sem historial de alergias é introduzir estes alimentos antes do bebé fazer 1 ano.

É importante oferecer um alimento que pode causar alergia de cada vez e esperar 3 a 5 dias entre eles. É importante também que se ofereça o alimento em quantidade pequena, pela manhã ou ao almoço e longe da hora da sesta, e observar se o bebé desenvolve uma reação alérgica (vómitos, diarreia ou alergia na pele, inchaço dos lábios, olhos e cara, dificuldade em respirar, mudança da cor da pele, cansaço ou letargia) nas duas horas seguintes. 

Esta é a lista dos alimentos que podem causar alergia alimentar:

  • Leite de vaca
  • Ovos
  • Amendoim e frutos de casca rija
  • Peixe 
  • Marisco
  • Trigo
  • Soja
  • Nozes (todos os tipos)

O amendoim deve ser oferecido em forma de manteiga de amendoim (sem açúcar, sal, óleo ou aditivos) e não deve ser oferecida manteiga de amendoim em colher por causa do risco de asfixia. Experimente barrar um pouco de manteiga no pão ou numa panqueca de banana, ou misturar a manteiga numa papa.

Quando oferecer as refeições

No início da introdução da alimentação complementar, os bebés comem 1 ou 2 refeições no máximo. Mas é importante que sejam incluídos à mesa em todas as refeições. À medida que vão crescendo, vão comendo mais frequentemente. Com 9 meses já estarão a comer 3 a 4 vezes: pequeno-almoço, almoço, jantar, lanche da tarde. Devem ser oferecidos snacks ou lanches entre as refeições se o bebé precisar ou tiver fome (por exemplo lanche da manhã ou lanche antes de dormir).

Que utensílios ter em casa

Cadeira da papa: Primeiro e mais importante, é preciso uma cadeira da papa. As do IKEA são muito baratas e são ótimas. Se comprar com o tampo, ela até serve de mesa. Certifique-se que inclui um apoio para os pés, porque é muito importante para a postura do bebé ter um apoio. A Mamima Shop vende apoios para a cadeira do IKEA. Alternativamente, pode escolher uma cadeira com apoio já. A da Tripp Trapp da Stokke é provavelmente a melhor no mercado e existem opções em segunda mão no OLX.

Pratos: eu optei por pratos de silicone e com ventosas em baixo depois da minha filha partir dois pratos de bamboo a atirá-los para o chão. Além disso o silicone não tem BPA. Alguns exemplos para papas aqui e para alimentos sólidos aqui e aqui. Lembre-se que o tampo da cadeira dá um excelente prato também!

Talheres: podem ser quaisquer talheres para bebé ou então as colheres de casa mesmo. Mas há uns talheres muito bons no mercado que são feitos mesmo para os bebés nesta fase. Os nossos favoritos são estes talheres da NumNum, Grabease ou estes da Doddl. Falamos sobre talheres neste post.

Varinha mágica/Liquidificador/Robot de cozinha: Tenho os três. Para papas e purés o melhor é a varinha, porque fazemos quantidades muito pequenas no início e o liquidificador ou robot de cozinha são feitos para quantidades maiores. Há robots de cozinha para comida de bebé mas na minha opinião não justifica o investimento e rapidamente deixam de ser necessários.

Babetes com mangas: são ótimos para refeições com potencial para fazer muita sujeira. É bom ter mais do que um (a Amazon tem ótimos babetes com mangas e muito baratos também como estes). E ter vários babetes dos normais também. A rebento.pt tem uns babetes excelentes com ventosas muito fáceis de limpar. Tem 5% de desconto em toda a loja da rebento.pt usando o código COMIDADEBEBE5.

Copo para bebé: Nós começamos por oferecer água durante as refeições num copo aberto de silicone pequeno da EZPZ. Depois passámos para o copo com duas pegas e agora oferecemos em copo com palhinhas ou copos normais.

*Fontes: OMS, OMS, National Library of Medicine, Journal of Pediatric Gastroenterology and Nutrition, HealthyChildren.org (AAP), DGS

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